sexta-feira, 25 de setembro de 2009

No ritmo da música....

As luzes me deixavam tonta. Misturadas às bebidas que havia consumido, tinham um ritmo frenético. Dançava como se ninguém estivesse olhando, seguindo com o corpo o movimento das luzes e da música eletrônica, de olhos fechados. É engraçado como me sinto sexy com a combinação de vestido curto, salto alto, uma boa música e uma dose de Absinto.
Parei para pegar mais uma dose. Enquanto me dirigia ao bar, sentia os olhos daquele estranho me devorarem, me despirem – impossível não notar. Trocamos um olhar de desejo e me debrucei no balcão, à espera do barman.


Era incrível a forma como ela dançava. Senti que poderia ficar olhando para sempre, torcia para que a música nunca parasse. Era linda e sexy, a combinação fatal para uma mulher. Sua pele era branca, seus cabelos tinham um tom cobre incrível, combinando com olhos claros – uma pena não conseguir definir a cor dos olhos por conta do escuro.
Ela parou, para o meu desespero, mas que durou pouco, pois ela andava de uma forma mais sexy ainda do que sua dança. Como isso era possível? Já a desejava e tenho certeza de que deixava transparecer esse desejo em meu olhar.
Fiquei feliz em ter meu olhar retribuído, ainda mais percebendo que era da mesma intensidade do meu. Quando se debruçou, pude ver, por seu decote, seios firmes e tenros.
Me ofereci para pagar uma bebida, que ela aceitou, fazendo um biquinho com seus lábios carnudos e vermelhos. Sua beleza me hipnotizava. Sabia que, se permanecêssemos ali, nossa conversa duraria menos de 10 minutos, tempo suficiente para saber apenas seu nome, além de outro detalhe banal e que logo em seguida ela iria embora. Por isso a chamei para dançar, levando-a para a pista. Foi com surpresa e prazer que constatei que ela não resistia.


A voz deste homem era incrível, grossa, mas ao mesmo tempo firme e suave. Seu sorriso era irresistível, acompanhado de uma covinha no queixo, deixando seu rosto ainda mais másculo. Sua pela era um pouco mais morena que a minha, seus cabelos negros e bagunçados, com olhos igualmente negros e profundos. Seus braços fortes estavam definidos por uma camisa justa, com corte impecável. Não havia conseguido responder a nenhuma pergunta, sendo capaz apenas de consentir. Quando dei por mim, já estávamos na pista de dança, dançando de forma envolvente, com nossos corpos colados.
Finalmente uma música de ritmo um pouco menos acelerado, mas ainda assim forte. Quando passou seu braço por minha cintura, pude sentir um arrepio de prazer percorrendo meu corpo. Seu rosto grudado ao meu, sua respiração em meu pescoço.


Estava ficando cada vez mais excitado. Até onde poderia agüentar esta provocação? Quando passei meu braço pela sua cintura, ela agarrou meu cabelo na nuca e pude sentir que estava tão excitada quanto eu. Aos poucos, sem perceber, íamos para um canto escuro da área VIP. Encostei-a na parede, onde finalmente pude beijá-la, sentindo seus lábios macios e sua língua quente, percorrendo meus lábios. À medida que o tesão aumentava, ela puxava ainda mais os cabelos de minha nuca, arranhando, simultaneamente, a base das minhas costas por baixo da camisa. Aquilo estava me deixando louco. Prendi-a um pouco mais na parede, enquanto beijava do seu queixo ao pescoço, as mãos percorrendo suas curvas perfeitas da cintura, que podia sentir por baixo do vestido curto. Ah! Um vestido! Que roupa mais propícia para a ocasião.


Não conseguia agüentar. Esta dose extra de hormônios me deixava ainda mais tonta, sem ter clareza dos meus movimentos. Só podia sentir suas mãos fortes percorrerem todo o meu corpo. Esqueci-me de onde estava e de quem era, só pensava no momento em que nossos corpos se uniriam. Sua mão já estava por baixo de meu vestido, acariciando-me. Gemia baixo em seu ouvido e percebia sua reação a este ato. Precisava me lembrar de agradecer quem teve a idéia brilhante de eu sair sem calcinha, para não marcar sob o vestido. Enquanto minha mão percorria seu peito seminu, senti-o penetrar-me, me levando às alturas. Seguindo o ritmo da música, que havia aumentado novamente, nossos corpos dançavam, mas de uma forma diferente dos demais. Nossas mãos exploravam nossos corpos, nossas bocas estavam sedentas e nossa respiração irregular e quente. No ápice desse ritmo, cravei minhas unhas em suas costas, percorrendo toda sua extensão. Pude sentir seu corpo se contraindo a estes movimentos, combinados com a explosão. Instantaneamente, nossos corações aceleraram, deixando nosso corpo mole, nossa respiração cortada, enquanto nos beijávamos. Nos afastamos um pouco, nos permitindo olhar nosso objeto de prazer. Durou pouco, mas tempo suficiente para nos recuperarmos e acendermos, novamente, a paixão em nossos corpos.
Esta noite ia ser longa.

2 comentários:

Fernanda Figueiredo disse...

JU
Esse conto dá ideias...ideias nada nada publicaveis...hahahaah
Adorei
Beijos

Jubs disse...

Então arranja logo um bofe pra praticá-las, girl!!!

 
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