Ainda me segurando, abriu o chuveiro e deixou a água morna. De calcinha e sutiã, colocou-me debaixo do chuveiro, enquanto eu protestava, mas sem muita força. Enquanto me segurava, ficou falando bobagens, tentando me distrair. Hipnotizada, não conseguia prestar atenção em outra coisa que não fosse seu rosto. Era moreno, alto, com olhos escuros e profundos, lábios carnudos e um sorriso perfeitamente branco. Sim, este era meu melhor amigo. Como havia conseguido resistir à sua beleza por tanto tempo?
Decidi tentar uma loucura e puxei-o para debaixo da água também. Minha surpresa foi quando não resistiu; devia estar bêbado também. Ele encostou na parede do box, ainda me segurando. Ficamos alguns instantes parados, enquanto, de costas para ele, a água caia em meus ombros. Fui indo levemente para trás, até encontrar seu corpo e jogar meu peso sobre ele, deixando sua boca a centímetros de meu pescoço. Passou a mão em volta da minha cintura, puxando-me pra ele. Ainda de costas, levei minha mão até seus cabelos. Estávamos perdendo a cabeça!
Virei-me um pouco bruscamente, perdendo um pouco a respiração quando nossas bocas se aproximaram, ainda sem se tocar. Ficamos alguns segundos nos olhando, com olhares intensos e cheios de desejo. Será que ainda dava pra voltar a trás? Não, acho que não. Nossos corpos se atraíam, não tinha como parar. O momento foi quebrado com um beijo ardente e molhado. Nossas mãos percorrendo o corpo do outro, ele tirando meu sutiã, eu, desabotoando sua camisa.
Seu peito era escultural, másculo, sem muitos pêlos. O encontro de nossos corpos nus foi uma sensação indescritível. Podia sentir seu coração acelerado, assim como sabia que ele podia sentir o meu. Continuávamos nos beijando e nos tocando.
Para provocá-lo, parei subitamente, saindo do banheiro. O efeito do álcool havia passado, restando apenas o desejo em meu corpo. O contraste do quente da água com o ar fresco me deixou arrepiada. Puxei-o pela mão, seguindo em direção à cama. Ele me puxou para perto, continuando o caminho. Deitou-me na cama, sem se importar de que estávamos molhados. Tirou a calça e pude contemplar seu corpo perfeito e nu. Debruçou-se sobre mim e puxou minha calcinha. Percorrendo meu corpo com a língua. Sentia sua respiração quente e entrecortada, me deixando ainda mais arrepiada e louca de tesão. Deitei-o na cama, era minha vez de retribuir. Beijava e mordiscava sua pele molhada, provocando-o. Quando nossos corpos se encaixaram, já estávamos em êxtase. Movíamos no mesmo ritmo, numa sincronia perfeita, acelerando e pausando em seguida. Minha boca cobria cada parte acessível do seu corpo de beijos. Ele me segurava, hora pelo cabelo, hora pelo quadril, não deixando que o movimento frenético cessasse.
Rolamos, para que ficasse em cima de mim. Com a intenção de prolongar o momento, percorreu, mais uma vez, cada centímetro do meu corpo, com a mão e com a língua. Não sabia por quanto tempo mais agüentaria esta provocação. Meu corpo o desejava, queria que voltasse para dentro de mim, ansiava por seu toque.
A cada vez que estávamos chegando ao final, parávamos, alternadamente, para provocar ainda mais nosso desejo. Rolamos por toda a cama, deixando que os sentidos nos guiassem. Estávamos cegos a qualquer coisa que não fossem nossos corpos se tocando, nossas bocas se beijando avidamente. Arranhava suas costas, enquanto ele apertava minha coxa, segurava com força meu quadril, agarrava minhas costas, aproximando-me ainda mais.
Acho que pela primeira vez, atingi o clímax ao mesmo tempo que meu parceiro sexual. Sentir seu corpo inteiro se contraindo, inclusive dentro de mim, enquanto eu tinha espasmos de prazer, foi uma sensação única e ainda mais prazerosa, o final perfeito para uma louca noite de sexo.






