Adoraria compor um poema
Que em tudo rimasse
Rimas perfeitas, ricas e raras.
Que tivesse a sonoridade de uma valsa
E a profundidade de um abismo
Mas ai de mim! Pobre mortal
Não sei rimar, não sei compor!
As palavras caçoam de mim
Vilãs cruéis!
E Dançam músicas loucas
Sem beleza, sem kosmos
Queria eu ser Poeta!
E obrigar jovens a escandir!!!
Uma, duas, três...
Caberia aqui uma elipse?
Meu nome não será eterno,
o destino me privou este prazer!
Tudo bem aceito minha sina resignado.
Já que os deuses me privaram do dom das musas
Quero fazer negócio oposto ao de Aquiles:
Se aquele trocou a vida pela imortalidade do Nome
Que meu Nome morra! Palavra Inútil.
Mas que fique eu aqui
Bailando loucamente as palavras,
enlouquecendo as gramáticas
E coleções de “belas letras”
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
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Vivi
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